ENTREVISTA: LUIS SOMMER RIBEIRO “BLECK”

ENTREVISTA: LUIS SOMMER RIBEIRO “BLECK”

Luís Sommer Ribeiro “Bleck”, é a nossa figura da semana. 
Um exemplo enquanto jogador e sem dúvida uma referência de perseverança e resiliência. Atleta por convicção, actualmente a correr ultra-maratonas, nunca deixou de estar no CDUL, onde nas suas palavras, considera “O sítio onde cresci e me formei como homem”.

Nome: Luís Sommer Ribeiro, mas no CDUL toda a gente me conhece por Bleck      
Data de Nascimento: 1980
  

Com que idade começou e até que idade jogou Rugby?  
Comecei com 13 anos, joguei até aos 22. Voltei aos 27 e joguei até aos 31 anos.

Em que posição e em que equipes jogou? Porque o CDUL?  
Joguei a todas as posições menos abertura. Pode parecer estranho, mas até a formação cheguei a jogar nos séniores. Mas, no geral, até aos 22 anos era terceira linha, principalmente 6 e 8. Quando voltei a jogar, fui lá para a frente. Comecei a jogar na Agronomia, no meu primeiro ano de iniciados. Na altura o meu irmão Manel jogava no CDUL e eu fazia tudo ao contrário dele. Mas, ainda durante essa época, quando recebemos o CDUL, que usava aquelas antigas camisolas com o patrocínio da Chevignon – que tinham sido dos juvenis dois anos antes e passaram para os iniciados quando encolheram com as lavagens – percebi que estava do lado errado.
Foi como ter uma namorada e ver passar o nosso amor do outro lado da rua… Na época seguinte despedi-me da Tapada e comecei no CDUL que considero a minha casa do rugby. 
A minha última época, 2010/2011, estava a viver no Porto e o António Fragateiro, que tinha jogado connosco no ano anterior, convidou-me para jogar pelo CDUP que ia disputar a segunda divisão. Aceitei o convite e tive a oportunidade de fazer uma época por um clube que hoje considero também meu. 
Mais recentemente, aceitei o convite das equipas de arbitragem que é por quem ando a tentar começar a jogar agora.  

Quais para si os mais importantes valores do Rugby?
Trabalho de equipa, respeito, diversão, disciplina e desportivismo. 

Como o Rugby influenciou a sua vida?
O Rugby é o que sou. Das mil e uma coisas diferentes que faço, das centenas de rótulos que me podem acompanhar, pai, marido, trabalhador, etc. Há um que nunca sai, jogador de rugby. 
Tento levar para todo o lado os valores que me deram nesta modalidade. No rugby aprendi a não desistir, mesmo que tudo esteja perdido. A não ser sobranceiro, mesmo que tudo esteja ganho. Tornou-me um jogador de equipa, em todas as situações, e a usar o que tenho em benefício do grupo em que me encontrar. Foram tantas as áreas que o rugby me influenciou que é difícil explicar, os All Blacks dizem que “boas pessoas fazem óptimos All Blacks”. Talvez seja só isso… O rugby influencia-me a querer ser melhor pessoa.

Quais as principais qualidades que deve ter um Jogador de Rugby?
Generosidade, disciplina, honestidade, coragem e perseverança.

O que representa o CDUL para si?
O CDUL é a minha casa. O sítio onde cresci e me formei como homem. De onde fugi, passando 5 anos sem ver um jogo. Mas onde voltei e fui outra vez recebido, primeiro como jogador, depois como treinador e agora como adepto e como pai. 
Nesta última função que tenho, não posso deixar de agradecer e salientar o trabalho incrível dos treinadores dos nossos escalões de formação. Não faço ideia se somos os melhores, tenho a certeza que somos os que gostamos mais de jogar e treinar, e isso é tudo. 

Qual a sua ligação actual ao CDUL e/ou ao Rugby ?
Neste momento, além de já ter dois filhos a jogar, um nos sub-10, outro nos sub-8, tenho outros dois cheios de vontade de entrar – embora um só tenha 7 meses, mas já se percebeu onde vai acabar. Sou, então, adepto dos vários escalões, e orgulhoso pai de dois jogadores. Por fim, comecei há um mês a tentar dedicar-me à arbitragem, numa tentativa de retribuir um bocado ao desporto e também, confesso, numa ideia – talvez senil – de voltar a estar dentro de campo “best seat in the house!”

Ainda pratica algum desporto ou algum tipo de actividade desportiva regular?
Dedico-me à corrida de fundo há 5 anos. Mais precisamente a ultra-maratonas. Estou a treinar para fazer uma prova de 115km em Andorra, em Julho, e uma de 290kms nos Alpes, em Agosto.

Qual a sua maior alegria enquanto jogador?
Cada vez que tive a oportunidade de ficar no meio da roda com a mão direita agarrada ao “U” e fazer o grito, antes de começar a jogar com os meus amigos.

Para si qual foi o melhor jogador Nacional e Internacional reformado ou no activo?
Esta é fácil… Porque todos são nacionais e eram/ são internacionais…
Reformados, o meu irmão Manel, o Salvador Ferreira do Amaral, o Pedro Mello e Castro e o Gonçalo Faria, por tudo o que representavam enquanto nós crescíamos. Para nós eram absolutamente indestrutíveis e foram sempre os modelos que seguimos. 
Ainda o Xico Coimbra e o Nuno Ribas, por terem estado comigo uma vida dentro e fora de campo.
No activo, o Gonçalo Foro. Não há dúvidas, é o melhor.
Confesso ainda que fico muito orgulhoso de ver alguns dos jogadores que treinei afirmarem-se, o Jorginho, o JB, o Diogo, o Emanuel, o Eduardo, o Lourenço (sim, também tu), o Lima, o Faustino, etc.

Uma história do rugby, engraçada ou marcante, que queira partilhar connosco?
Pedro Gonçalves, o meu maior carrasco de sempre, forçado a usar uma caraponga depois de apostar comigo que eu não marcava um ensaio contra o Cascais, em 2008. Ele esqueceu-se que o Nunitos estava em campo e, por isso, tudo era possível…

“Rápidas”
Qual a preferência clubística fora do rugby? Sporting Clube de Portugal
Qual o prato/cozinhado preferido? Impossível responder a esta… Podíamos ir por letras e mesmo assim era difícil, por exemplo, “F” – Favas, Francesinha (com Finos), Feijoada…
Hobby? Sentar-me em casa com uma garrafa de água a ver televisão.
Filme? Não sou grande cinéfilo, uma qualquer que não me obrigue a pensar.
Viagem de sonho? Nova Zelândia  
Grande projecto pessoal? Fazer desporto até ter, pelo menos, 88 anos.

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